Modelos atômicos anteriores
Thomson (“pudim de passas”): cargas positivas e negativas dispersas numa esfera. Rutherford (experimento da folha de ouro): núcleo pequeno, denso e positivo, com elétrons orbitando ao redor — mas não explicava a estabilidade do átomo, já que cargas aceleradas deveriam irradiar energia e colapsar no núcleo, segundo o eletromagnetismo clássico.
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Antes de Bohr, a física clássica já havia construído uma trajetória de modelos que tentavam explicar a estrutura da matéria, e entender esse encadeamento é fundamental para perceber por que o modelo de Bohr representou uma ruptura conceitual.
O ponto central é que os modelos anteriores eram construídos com as ferramentas da mecânica newtoniana e do eletromagnetismo de Maxwell, e foi justamente aí que surgiram as contradições. O átomo de Rutherford, por exemplo, era mecanicamente estável apenas em aparência: um elétron em órbita circular sofre aceleração centrípeta e, pela teoria de Maxwell, toda carga acelerada emite radiação eletromagnética contínua. Isso significa que o elétron perderia energia gradualmente, descrevendo uma espiral e colidindo com o núcleo em cerca de 10⁻¹¹ segundos — um tempo incompatível com a existência estável da matéria que observamos.