Trabalho de um gás
Na transformação isobárica, $\tau=p\,\Delta V$; no caso geral, é a área sob a curva no diagrama $p\times V$. Positivo na expansão (o gás realiza trabalho) e negativo na compressão (recebe trabalho). Sem variação de volume, o trabalho é nulo.
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Para ir além da fórmula, encare o trabalho como uma integral de caminho: $\tau=\int_{V_i}^{V_f} p\,dV$, ou seja, o trabalho depende não só dos estados inicial e final, mas do percurso seguido no diagrama $p\times V$, e por isso é uma grandeza de processo, não de estado — tanto que a área sob a curva muda se o gás for de $i$ a $f$ por uma isoterma ou por uma isocórica seguida de isobárica, ainda que os extremos sejam idênticos.
Vale lembrar que o sinal decorre da convenção: quando o gás se expande, ele empurra o êmbolo e realiza trabalho sobre a vizinhança (positivo); ao ser comprimido, é a vizinhança que trabalha sobre o gás (negativo). Numa transformação cíclica, o trabalho líquido é a área interna ao ciclo, positiva se o percurso é horário (máquina térmica) e negativa se anti-horário (refrigerador). Como exemplo concreto, tome 2 mols de gás ideal a 300 K que se expandem a pressão constante de $8{,}3\times10^3$ Pa até dobrar o volume: como $V_i=\frac{nRT}{p}\approx0{,}60\ \text{m}^3$, então $\Delta V\approx0{,}60\ \text{m}^3$ e $\tau=p\,\Delta V\approx8{,}3\times10^3\times0{,}60\approx5{,}0\times10^3\ \text{J}$, energia que o gás entrega ao ambiente enquanto a temperatura sobe para 600 K.