Energia cinética
$E_c=\frac{mv^{2}}{2}$, sempre positiva e escalar. Depende do quadrado da velocidade: dobrar $v$ quadruplica a energia — daí a distância de frenagem crescer com $v^{2}$, argumento recorrente em questões sobre segurança no trânsito.
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A energia cinética mede a capacidade de um corpo em movimento realizar trabalho e está ligada ao teorema trabalho-energia: o trabalho resultante sobre um corpo é igual à variação de sua energia cinética, $W_{res}=\Delta E_c$. Assim, quando uma força atua na direção do deslocamento, ela transfere energia ao corpo, aumentando sua velocidade; quando se opõe, retira energia, freando-o. Isso explica por que a energia cinética é uma grandeza relativa ao referencial adotado: um passageiro parado dentro de um ônibus tem $E_c=0$ em relação ao ônibus, mas energia considerável em relação ao solo — ponto que aparece em questões mais elaboradas. Como exemplo concreto, imagine um carro de 1000 kg a 20 m/s (72 km/h): $E_c = 1000\cdot 20^2/2 = 2,0\cdot 10^5$ J.
Se a velocidade dobra para 40 m/s, a energia quadruplica, chegando a $8,0\cdot 10^5$ J, ou seja, o dobro da energia total seria necessário apenas para dobrar a velocidade. Esse excedente vem do trabalho extra que o motor precisa realizar, e é a razão física pela qual altas velocidades são tão perigosas: a energia que os freios devem dissipar cresce com o quadrado da velocidade.
Dominar a relação quadrática com a velocidade e o caráter relativo da energia cinética é, portanto, essencial para resolver tanto itens numéricos quanto interpretativos.