Força gravitacional, campo gravitacional e movimento de satélites
Lei da gravitação universal de Newton
$F=G\frac{Mm}{d^{2}}$, com $G=6{,}67\times 10^{-11}\ \mathrm{N\,m^2/kg^2}$. Vale para quaisquer dois corpos, e as forças formam par de ação e reação: a Terra atrai a maçã com a mesma intensidade com que a maçã atrai a Terra — o que difere é a aceleração resultante.
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A Lei da Gravitação Universal descreve a interação atrativa entre dois corpos quaisquer dotados de massa, e sua leitura mais profunda exige distinguir campo gravitacional de força. O campo gerado por um corpo de massa $M$ a uma distância $d$ de seu centro tem módulo $g=GM/d^{2}$, e é ele que determina a aceleração de queda de um objeto nas proximidades de um astro: perto da superfície terrestre, com $M\approx5{,}97\times10^{24}\ \mathrm{kg}$ e $R\approx6{,}37\times10^{6}\ \mathrm{m}$, resulta $g\approx9{,}8\ \mathrm{m/s^2}$.
Força gravitacional
Sempre atrativa e dirigida ao longo da linha que une os centros. Para corpos esféricos homogêneos, tudo se passa como se a massa estivesse concentrada no centro. Dobrar a distância reduz a força a um quarto — mesma dependência da lei de Coulomb.
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A Lei da Gravitação Universal, formulada por Newton, estabelece que a força entre dois corpos é proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre seus centros, expressa por F = G·m₁·m₂/d², onde G = 6,67×10⁻¹¹ N·m²/kg² é a constante gravitacional universal. Embora a força seja sempre atrativa e ocorra em pares de ação e reação (a Terra atrai a Lua com a mesma intensidade que a Lua atrai a Terra), seus efeitos dependem da massa de cada corpo: a aceleração da Lua é bem maior que a da Terra. A dependência com o inverso do quadrado da distância faz com que a força caia rapidamente com o afastamento, mas nunca seja exatamente zero — a gravidade tem alcance infinito.
Campo gravitacional (g)
$g=\frac{GM}{d^{2}}$, em $\mathrm{m/s^2}$ ou N/kg: independe da massa do corpo de prova, e por isso todos caem com a mesma aceleração. Na superfície, $d=R$; a uma altura $h$, usa-se $d=R+h$. Dentro de um planeta homogêneo, $g$ cresce linearmente do centro à superfície.
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O campo gravitacional é uma grandeza vetorial: em cada ponto do espaço define-se um vetor $\vec{g}$ que aponta para o centro de massa do astro e cujo módulo é a força gravitacional por unidade de massa ali colocada, de modo que $\vec{g} = \vec{F}_g/m$; essa leitura vetorial explica por que dois pontos equidistantes do centro têm mesmo módulo mas direções diferentes, algo que o escalar $GM/d^2$ esconde.
Vale distinguir campo de força: um corpo de prova só sente força se estiver imerso no campo, e a aceleração que adquire é exatamente $\vec{g}$, o que unifica a queda livre e o movimento orbital sob o mesmo formalismo.
Velocidade orbital e movimento de satélites
A gravidade faz o papel de força centrípeta: $\frac{GMm}{r^{2}}=\frac{mv^{2}}{r}$, logo $v=\sqrt{\frac{GM}{r}}$ e $T=2\pi\sqrt{\frac{r^{3}}{GM}}$ — a 3ª lei de Kepler demonstrada. Órbitas mais altas são mais lentas. O satélite geoestacionário tem $T=24\ \mathrm{h}$, sobre o Equador.
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A chave conceitual é perceber que o satélite em órbita circular está em queda livre perpétua: a gravidade não o “suspende”, apenas curva continuamente sua trajetória, e é isso que dispensa motor ou sustentação. Como a única força é gravitacional e ela aponta para o centro, vale a igualdade com a resultante centrípeta, mas isso só é possível porque $v$ e $r$ ficam rigidamente acoplados: se você empurra o satélite para uma órbita mais alta, ele obrigatoriamente desacelera.
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Campo gravitacional × distância do centro
Fora do planeta g = GM/r²: a 2 raios da superfície... cuidado, r conta do centro. Dentro (modelo uniforme) g cresce linearmente.