Eletrostática
Estuda as cargas elétricas em repouso e as forças entre elas. A carga é quantizada: $Q=n\cdot e$, com $e=1{,}6\times 10^{-19}\ \mathrm{C}$ e $n$ inteiro. Um corpo neutro tem tantos prótons quanto elétrons — não tem “ausência de carga”.
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A eletrostática se apoia em três pilares experimentais que a Fuvest e a Unicamp adoram cobrar: a conservação da carga, a atração/repulsão entre cargas de sinais opostos ou iguais e a ação a distância mediada pela lei de Coulomb, $F=k\,\frac{|q_1 q_2|}{d^2}$, em que a força é vetorial e, portanto, exige que você identifique direção e sentido antes de somar contribuições de várias cargas — um erro clássico é tratar a força como escalar e simplesmente somar módulos.
Vale lembrar que a fórmula só vale para cargas puntiformes ou esferas condutoras uniformemente carregadas, com $k\approx 9\times 10^9\ \mathrm{N\cdot m^2/C^2}$ no vácuo. Sobre os processos de eletrização, não basta decorar os nomes: na eletrização por atrito, dois corpos inicialmente neutros de materiais diferentes ficam com cargas de sinais opostos, pois elétrons migram de um para o outro, respeitando a conservação ($Q_A+Q_B=0$); na eletrização por contato, um corpo carregado toca outro condutor neutro e ambos terminam com cargas de mesmo sinal, divididas conforme a geometria — iguais se as esferas forem idênticas, pois $Q_{\text{final}}=\frac{Q_1+Q_2}{2}$; e na eletrização por indução, aproxima-se um corpo carregado sem tocá-lo, separam-se as cargas do neutro por polarização e faz-se o aterramento momentâneo, resultando em carga de sinal oposto ao do indutor.
Como exemplo concreto, imagine duas esferas metálicas idênticas de cargas $+6\ \mu\mathrm{C}$ e $-2\ \mu\mathrm{C}$ que se tocam: após o contato, cada uma fica com $+2\ \mu\mathrm{C}$, e a força entre elas passa de atrativa a repulsiva.