Capacitor em corrente contínua
Ao ligar um capacitor descarregado a uma fonte por um resistor, a corrente é máxima no instante inicial (capacitor se comporta como fio) e tende a zero quando o capacitor está plenamente carregado (comporta-se como circuito aberto). Tema recorrente em ITA/IME ao combinar com resistores em regime permanente.
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Antes de tudo, é preciso entender o que significa dizer que o capacitor “se comporta como fio” ou “circuito aberto”: não é uma mudança mágica, mas consequência da relação i = C·dV/dt. No instante em que a chave fecha, se o capacitor está descarregado (V=0) e a fonte tem tensão E, toda a diferença de potencial fica sobre o resistor, então i₀ = E/R, como se o capacitor fosse um curto. Conforme cargas se acumulam nas placas, surge uma tensão V_C(t) = E(1 − e^(−t/RC)) que se opõe à fonte, reduzindo a corrente exponencialmente: i(t) = (E/R)e^(−t/RC). Quando t cresce muito diante de τ = RC, V_C se aproxima de E e a corrente cai para praticamente zero; aí o capacitor atua como aberto.
A energia armazenada é U = ½CE², metade do trabalho total da fonte, pois a outra metade é dissipada no resistor. Exemplo concreto: fonte de 12 V, R = 2 kΩ e C = 500 µF, com τ = 1 s. No início, i = 6 mA e V_C = 0; em t = 1τ, V_C ≈ 7,6 V e i ≈ 2,2 mA; após 5τ, V_C ≈ 11,94 V e i quase nula, caracterizando o regime permanente em que o capacitor pode ser removido do circuito para cálculos de corrente contínua.