Introdução
Duas ferramentas resolvem quase toda questão gráfica: a inclinação da reta tangente dá a derivada (de $s$ tira-se $v$; de $v$ tira-se $a$) e a área sob a curva dá a grandeza acumulada. Áreas abaixo do eixo entram com sinal negativo.
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A chave para dominar gráficos em cinemática é enxergar cada curva como um mapa de comportamento, e não como um desenho isolado. Comece pela leitura qualitativa: num gráfico $s \times t$, coeficiente angular nulo indica repouso, constante indica velocidade uniforme e crescente indica aceleração; num gráfico $v \times t$, a aceleração é a taxa de variação instantânea, e a mudança de concavidade sinaliza inversão no sinal de $a$. A translação entre gráficos é o ponto nevrálgico: para obter $v \times t$ a partir de $s \times t$, identifique os trechos retilíneos e atribua a $v$ o valor da inclinação (com sinal), os vértices viram raízes de $v$, e trechos parabólicos geram retas; de $v$ para $a$, a lógica se repete com a inclinação das retas.
Já no sentido inverso, de $a$ para $v$, a área sob a curva fornece a variação de velocidade, enquanto de $v$ para $s$ a área dá o deslocamento — e a leitura do estado inicial ou final de um gráfico ancora a constante de integração. Exemplo concreto: um móvel em MRUV com $s(t)=20-12t+2t^2$ (SI). Da inclinação obtemos $v(t)=-12+4t$, cuja raiz $t=3\,$s marca a inversão do movimento, ponto em que $s$ atinge o mínimo $s(3)=20-36+18=2\,$m; a aceleração é constante, $a=4\,$m/s², visível como reta horizontal em $a \times t$.