Trabalho
$\tau=F\,d\cos\theta$, em joules — grandeza escalar. Nulo quando a força é perpendicular ao deslocamento: a força centrípeta e a normal não realizam trabalho. Negativo quando a força se opõe ao movimento, como no atrito. No gráfico $F\times d$, é a área.
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O trabalho mede a energia transferida a um corpo por uma força ao longo de um deslocamento, e sua definição geral $\tau=F\,d\cos\theta$ só vale para força constante; quando a força varia, recorre-se ao cálculo integral, $\tau=\int F\,dx$, cujo significado geométrico é justamente a área sob o gráfico, ideia que as provas adoram explorar com gráficos de $F$ contra $d$ em trapézios e triângulos. Conceitualmente, é essencial distinguir trabalho motor (positivo, quando a força favorece o movimento, como o peso na queda livre), resistente (negativo, como o atrito cinético ou a força peso na subida) e nulo (força perpendicular ao deslocamento ou deslocamento zero).
Lembre-se de que o trabalho é uma grandeza escalar, soma-se algebricamente e depende do referencial, embora a variação de energia cinética entre dois estados seja a mesma em referenciais inerciais. O teorema da energia cinética, $\tau_{total}=\Delta E_c$, é a ferramenta central: em vez de calcular cada força, muitas questões pedem apenas a variação de velocidade para obter o trabalho total. Como exemplo concreto, imagine um bloco de $2\,kg$ puxado $5\,m$ por uma força de $10\,N$ que forma $60^\circ$ com a horizontal, com atrito de $3\,N$: o trabalho da força aplicada é $10\cdot 5\cdot 0{,}5=25\,J$; o do atrito vale $-3\cdot 5=-15\,J$; o trabalho total é $10\,J$, o que, pelo teorema, aumenta a energia cinética em $10\,J$.