Geradores idênticos associados em série
Somam-se as fems e as resistências internas: $\varepsilon_{eq}=n\varepsilon$ e $r_{eq}=n\,r$. Aumenta-se a tensão disponível, mantendo a mesma corrente — é a ligação das pilhas na lanterna. Basta uma pilha invertida para reduzir a fem equivalente.
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Quando você associa geradores idênticos em série, está empilhando fontes de energia em cadeia: o terminal positivo de uma se conecta ao negativo da seguinte, e assim por diante, de modo que cada portador de carga atravessa sucessivamente todas elas, recebendo um "empurrão" elétrico em cada etapa. Isso explica por que a fem equivalente é a soma das fems individuais, mas há um detalhe sutil que o resumo não explora: a resistência interna também se soma, pois a corrente atravessa o interior de cada gerador, sofrendo perdas por efeito Joule em cada um. Na prática, isso significa que a associação em série é vantajosa quando se precisa de tensão alta sem aumentar a corrente — típico de lanternas, controles remotos e brinquedos, em que várias pilhas de 1,5 V formam 4,5 V ou 6 V.
Considere três pilhas ideais iguais, cada uma com fem de 1,5 V e resistência interna de 0,5 Ω, alimentando uma lâmpada de 6 Ω. A fem equivalente é 4,5 V e a resistência interna total, 1,5 Ω; a corrente vale 4,5/(6+1,5) = 0,6 A, e a tensão útil nos terminais da lâmpada é 3,6 V, menor que os 4,5 V nominais justamente por causa das perdas internas somadas. Se uma das pilhas fosse invertida, sua fem subtrairia das demais (1,5 + 1,5 − 1,5 = 1,5 V), mas sua resistência interna continuaria somando, agravando a queda de tensão.