Centro de gravidade e estabilidade
Um corpo apoiado tomba quando a linha vertical que passa pelo seu centro de gravidade cai fora da base de apoio — a partir daí, o próprio peso cria um torque que amplia a inclinação em vez de restaurá-la (equilíbrio instável).
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O ponto de partida é entender que o centro de gravidade é o ponto onde se concentra, para efeito de equilíbrio, todo o peso do corpo: é o ponto de aplicação da resultante das forças gravitacionais que atuam sobre cada partícula do objeto. Num corpo homogêneo e de forma regular, ele coincide com o centro geométrico (centro de um cubo, de uma esfera, ponto médio de uma barra); num objeto de densidade irregular, pode deslocar-se para o lado mais “pesado”. A estabilidade de um corpo apoiado depende de duas coisas: de quanto o centro de gravidade está baixo e de quão largo é o polígono de apoio delimitado pelos pontos de contato com o solo.
Quanto mais baixo o CG e mais larga a base, maior a inclinação necessária para que a vertical baixada do CG saia da base e o corpo tombe. Exemplo concreto: um ônibus fazendo curva. Passageiros em pé tendem a tombar porque o CG deles é alto; por isso os fabricantes de veículos, guindastes e caminhões colocam cargas pesadas no fundo e usam rodas afastadas — baixar o CG e alargar a base aumenta o momento restaurador e a resistência ao tombamento.
Vale notar ainda a diferença entre equilíbrio estável, instável e indiferente, ligada a como o CG se comporta quando o corpo é levemente deslocado.