Associações avançadas de resistores
Quando o desenho engana, o método é redesenhar o circuito marcando os nós. Resistores ligados aos mesmos dois nós estão em paralelo, por mais tortuoso que seja o traçado. Ramos sem corrente podem ser removidos, e pontos de mesmo potencial podem ser unidos.
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A chave das associações avançadas é lembrar que um resistor só se importa com a diferença de potencial entre seus terminais: qualquer trecho que conecte dois nós sem oferecer caminho alternativo é apenas um fio ideal, e a corrente não "escolhe" o caminho mais bonito do desenho, mas o de menor resistência equivalente. O método sistemático é numerar cada nó (junção de três ou mais condutores), isolar cada resistor identificando entre quais nós ele está ligado e, em seguida, redesenhar o circuito em formato de escada, com os nós alinhados em colunas. Resistores entre os mesmos dois nós formam um bloco em paralelo; blocos em série são aqueles percorridos pela mesma corrente, sem derivação intermediária.
Um caso clássico é a ponte de Wheatstone: quatro resistores formando um losango entre os nós A, B, C e D, com um galvanômetro entre B e D. Redesenhando, percebe-se que R1 e R2 estão em série se não houver corrente no galvanômetro (ponte equilibrada, quando R1·R4 = R2·R3), e aí o ramo central pode ser removido sem alterar o resto. Fora do equilíbrio, o galvanômetro desvia corrente e a solução exige leis de Kirchhoff ou transformação delta-estrela, convertendo um triângulo de resistores em estrela para simplificar a malha.
Análise dos potenciais elétricos em nós
Atribua potencial a cada nó — em geral zero no polo negativo da fonte — e percorra o circuito somando as ddps. Nós ligados por fio ideal têm o mesmo potencial. A diferença entre dois nós dá a tensão sobre o trecho entre eles.
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A análise por potenciais elétricos em nós é uma das ferramentas mais poderosas para resolver circuitos que não se encaixam nas associações simples de série e paralelo, pois transforma um problema de "descobrir correntes e tensões" numa sequência de subtrações aritméticas. A ideia central é que, uma vez conhecido o potencial de cada nó, a tensão sobre qualquer resistor entre dois nós A e B é simplesmente U_AB = V_A − V_B, e a corrente sai direto da lei de Ohm (i = U_AB/R), com o sentido indo sempre do maior para o menor potencial. Para determinar esses potenciais, você percorre o circuito da fonte até os demais nós somando ou subtraindo as ddps: ao atravessar um resistor no sentido da corrente, o potencial cai (−R·i); contra a corrente, sobe (+R·i); ao atravessar uma fonte, o potencial sobe do polo negativo ao positivo e cai no sentido oposto.