Rotação de corpos extensos
Ao contrário do ponto material, um corpo extenso girando tem partes com velocidades diferentes, embora todas compartilhem a mesma velocidade angular $\omega$. Isso exige uma grandeza que descreva como a massa se distribui em relação ao eixo: o momento de inércia.
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O momento de inércia $I$ é, na rotação, o análogo da massa na translação: ele mede a resistência que um corpo oferece à mudança de seu estado de rotação, dependendo não só de quanta massa existe, mas de onde ela está em relação ao eixo. Matematicamente, $I=\sum m_i r_i^2$ para partículas, ou $I=\int r^2\,dm$ para distribuições contínuas, em que $r$ é a distância de cada elemento de massa ao eixo. Por isso o mesmo corpo pode ter vários momentos de inércia: uma régua gira facilmente em torno do próprio centro, mas resiste muito mais quando o eixo passa por sua extremidade, pois a massa fica, em média, mais distante. Isso explica por que a segunda lei de Newton assume a forma $\tau = I\alpha$ na rotação, com o torque $\tau$ fazendo o papel da força e a aceleração angular $\alpha$ o da aceleração linear.
O teorema dos eixos paralelos, $I=I_{CM}+Md^2$, também é recorrente quando o eixo não passa pelo centro de massa, permitindo calcular o momento de inércia em relação a qualquer eixo paralelo a partir do valor conhecido no centro de massa, o que conecta diretamente o conceito às aplicações de rolamento.