F1 · Aulas 17–18

Grandezas angulares e movimento circular uniforme

Grandezas angulares

Ângulo $\varphi$ em radianos, velocidade angular $\omega=\frac{\Delta\varphi}{\Delta t}$ e aceleração angular $\alpha$. Ligam-se às lineares pelo raio: $s=R\varphi$, $v=\omega R$ e $a_t=\alpha R$. Todos os pontos de um corpo rígido girando têm o mesmo $\omega$, mas $v$ diferentes.

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Imagine uma roda-gigante girando com velocidade constante: cada cabine percorre uma trajetória circular, e o movimento se repete em intervalos de tempo iguais, caracterizando o movimento circular uniforme (MCU). Nesse regime, o módulo da velocidade linear $v$ permanece constante, mas sua direção muda continuamente, o que implica a existência de uma aceleração dirigida ao centro da circunferência, a aceleração centrípeta $a_{cp}=\frac{v^{2}}{R}=\omega^{2}R$. Como o MCU não altera o módulo de $v$, a aceleração tangencial $a_t$ é nula, e a aceleração resultante é puramente centrípeta. O período $T$, tempo de uma volta completa, e a frequência $f=1/T$ (em hertz) relacionam-se com $\omega$ por $\omega=\frac{2\pi}{T}=2\pi f$; essa é a ponte entre as grandezas angulares e a descrição temporal do movimento.

Período e frequência

Período $T$ é o tempo de uma volta; frequência $f=\frac{1}{T}$ é o número de voltas por segundo, em hertz. Vale $\omega=\frac{2\pi}{T}=2\pi f$. Converter rpm em Hz é dividir por 60 — passo esquecido em metade dos erros do tópico.

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Período e frequência são duas formas de olhar para o mesmo fenômeno: a repetição. O período mede a duração de um ciclo, enquanto a frequência conta quantos ciclos cabem em uma unidade de tempo. Essa relação inversa, $f=1/T$, é o coração do tópico, e apegue-se a ela, porque quase toda questão de vestibular passa por aí. Pense num ventilador de teto girando a 300 rpm: isso significa 300 rotações por minuto, mas o Sistema Internacional exige hertz, então dividimos por 60 e obtemos $f=5\ \text{Hz}$. O período, por sua vez, é $T=1/5=0{,}2\ \text{s}$ — ou seja, cada pá completa uma volta a cada dois décimos de segundo.

Movimento circular uniforme (MCU)

Módulo da velocidade constante, mas a direção muda: há aceleração centrípeta $a_{cp}=\frac{v^{2}}{R}=\omega^{2}R$, sempre apontada ao centro. A aceleração tangencial é nula. Função horária angular: $\varphi=\varphi_0+\omega t$.

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No movimento circular uniforme, o corpo percorre circunferências iguais em tempos iguais, e a palavra "uniforme" se refere apenas ao módulo da velocidade, nunca à sua direção. Como o vetor velocidade é sempre tangente à trajetória, ele muda de orientação a cada instante; essa variação direcional é justamente o que exige uma força resultante dirigida ao centro, responsável pela aceleração centrípeta.

Vale distinguir três grandezas angulares que costumam aparecer juntas: o deslocamento angular $\Delta\varphi$, medido em radianos; a velocidade angular $\omega=\frac{\Delta\varphi}{\Delta t}$, que no MCU é constante; e o período $T$, tempo de uma volta completa, relacionado por $\omega=\frac{2\pi}{T}$ e pela frequência $f=\frac{1}{T}$. Ligando o mundo angular ao linear, temos $v=\omega R$: pontos mais afastados do eixo, como a extremidade de uma hélice, têm maior velocidade linear, embora todos compartilhem a mesma velocidade angular.

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  • Movimento circular uniforme

    Arraste t: a posição angular é φ = ωt, e as projeções x = R cos ωt e y = R sen ωt são MHS. O período é T = 2π/ω.