Hidrostática: estudo dos líquidos em equilíbrio
Trata de fluidos em repouso, supostos incompressíveis e em equilíbrio. As três grandezas centrais são densidade, pressão e empuxo, e delas decorrem os teoremas de Stevin, Pascal e Arquimedes — que respondem por quase toda a matéria do capítulo.
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A hidrostática parte de uma idealização: o líquido é um meio contínuo, sem forma própria, que se acomoda ao recipiente e transmite forças pelas superfícies com que tem contato. Nesse modelo, a densidade (ou massa específica), definida por μ = m/V, mede quanta massa se concentra em cada unidade de volume e é o que distingue água, mercúrio e óleo nos problemas. Já a pressão, p = F/A, é uma grandeza escalar que traduz o efeito de uma força distribuída sobre uma área; por ser escalar, age igualmente em todas as direções num ponto do fluido em repouso, o que explica por que a pressão não tem "lado preferencial" dentro do líquido. Daí nasce o teorema de Stevin, Δp = μgh, que relaciona a diferença de pressão entre dois pontos à profundidade relativa entre eles: a pressão cresce linearmente com a profundidade e depende apenas do desnível, não do formato do vaso — é o chamado paradoxo hidrostático.