Tratamento algébrico
Convenção de sinais (referencial de Gauss): $f\gt 0$ e $R\gt 0$ para côncavo, negativos para convexo; $p\gt 0$ para objeto real; $p'\gt 0$ para imagem real, negativo para virtual. Imagem real forma-se do mesmo lado do objeto e pode ser projetada num anteparo.
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O tratamento algébrico dos espelhos esféricos vai além da mera convenção de sinais: ele se apoia na equação de Gauss, $\frac{1}{f}=\frac{1}{p}+\frac{1}{p'}$, e na relação do aumento linear transversal $A=-\frac{p'}{p}=\frac{i}{o}$, em que $i$ e $o$ são as alturas da imagem e do objeto, respectivamente — o sinal negativo indica inversão. O grande mérito desse formalismo é substituir a construção geométrica por um cálculo que prevê posição, natureza e tamanho da imagem, inclusive em casos de espelhos convexos e de objetos virtuais. Como exemplo concreto, tome um espelho côncavo de raio $R=30\ \text{cm}$, logo $f=15\ \text{cm}$, com um objeto real a $p=10\ \text{cm}$ (entre o vértice e o foco).
Aplicando Gauss: $\frac{1}{15}=\frac{1}{10}+\frac{1}{p'}$, donde $\frac{1}{p'}=\frac{1}{15}-\frac{1}{10}=-\frac{1}{30}$, ou seja, $p'=-30\ \text{cm}$. O resultado negativo revela imagem virtual, formada atrás do espelho; o aumento $A=-\frac{p'}{p}=+3$ mostra imagem direita e três vezes maior — exatamente o caso do espelho de aumento usado para maquiagem.
No ENEM, a abordagem costuma ser mais conceitual e contextualizada, mas a equação de Gauss ainda aparece em questões que envolvem espelhos de segurança ou de aumento.