Classificação quanto à dimensão
Unidimensionais (frontais): velocidades sobre a mesma reta, e a conservação vira equação escalar com sinais. Bidimensionais (oblíquas): exigem conservação por componentes, $\sum Q_x$ e $\sum Q_y$ separadamente. Comece sempre fixando um sentido positivo.
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A classificação quanto à dimensão diz respeito a quantas direções independentes o movimento dos corpos ocupa durante o choque, e isso muda completamente a ferramenta matemática que você usa. Em colisões unidimensionais, basta uma equação escalar com sinais: o vetor quantidade de movimento se reduz a um único número algébrico, e a análise fica acessível até em contas mentais. Já nas bidimensionais, cada eixo passa a carregar sua própria equação de conservação, e o acoplamento entre elas aparece apenas pelas direções dos vetores velocidade antes e depois. O pulo do gato é perceber que a dimensão do problema não depende do número de corpos, mas de como os vetores velocidade estão orientados no espaço.
Um caso clássico que a Fuvest e a Unicamp adoram é o do pêndulo balístico seguido de escorregamento perpendicular: a bala incide horizontalmente, atravessa ou se aloja no bloco, e o conjunto sai desviado lateralmente. Se o bloco estivesse preso a um trilho retilíneo, o problema seria unidimensional e bastaria Q_antes = Q_depois com sinais. Sem o trilho, o impacto oblíquo gera componentes perpendiculares, e você precisa escrever Q_x e Q_y separadamente, lembrando que a conservação só vale por eixo porque o impulso externo resultante na direção do plano é desprezível durante o choque.