Colisão
Nas colisões bidimensionais, conserva-se a quantidade de movimento em cada eixo separadamente: $\sum Q_x$ e $\sum Q_y$. Decomponha as velocidades antes e depois e monte duas equações. Numa colisão elástica entre massas iguais, com uma inicialmente parada, os corpos saem a 90° um do outro.
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Em colisões bidimensionais, o vetor quantidade de movimento de cada corpo deve ser decomposto em componentes ortogonais, pois a conservação vale separadamente em cada eixo, mas o coeficiente de restituição só se aplica ao longo da linha de impacto, definida pela direção que une os centros dos corpos no instante do choque: é ao longo dela que ocorre a máxima deformação e a restituição, enquanto na direção perpendicular à linha de impacto não há troca de impulso, de modo que as componentes tangenciais das velocidades permanecem inalteradas (colisão oblíqua). O parâmetro de impacto b, distância entre a direção da velocidade inicial e o centro do alvo, mede o quão "de raspão" é a colisão: b = 0 dá choque frontal (unidimensional), e b maior que a soma dos raios indica ausência de colisão.
Vale lembrar que o coeficiente de restituição e = v_rel_afastamento/v_rel_aproximação, medido ao longo da linha de impacto, varia de 0 (perfeitamente inelástica, corpos seguem juntos) a 1 (perfeitamente elástica); em colisões elásticas oblíquas entre massas iguais, com uma inicialmente em repouso, a conservação de energia junto com a de momento leva ao ângulo de 90° entre as velocidades finais, resultado que pode ser demonstrado escrevendo v₀ = v₁ + v₂ e, elevando ao quadrado, v₀² = v₁² + v₂² + 2v₁·v₂; como a energia cinética impõe v₀² = v₁² + v₂², conclui-se que v₁·v₂ = 0, ou seja, os vetores são perpendiculares — belo arremate vetorial que dispensa decompor eixo por eixo. Como exemplo concreto, numa mesa de sinuca, a bola branca de massa m, a 2 m/s, atinge uma bola idêntica parada com parâmetro de impacto não nulo e sai a 1,2 m/s; por Pitágoras, a velocidade da segunda bola vale 1,6 m/s, e o ângulo entre as trajetórias é 90°.