F1 · Aulas 21–22

Cinemática vetorial

Grandezas vetoriais da Cinemática

Deslocamento $\vec{d}$ (em linha reta, entre os extremos), velocidade vetorial $\vec{v}$ (sempre tangente à trajetória) e aceleração vetorial $\vec{a}$. Esta decompõe-se em tangencial, que altera o módulo de $v$, e centrípeta, que altera a direção — e existe em toda trajetória curva.

Aprofundar

Para entender de verdade as grandezas vetoriais da Cinemática, comece separando deslocamento de distância percorrida: numa volta completa de uma pista circular, a distância percorrida é o comprimento da circunferência, mas o deslocamento vetorial é zero, pois é o vetor que liga o ponto de partida ao de chegada — daí a célebre pegadinha de que velocidade escalar média e velocidade vetorial média podem ser bem diferentes. Aprofundando a aceleração, note que ela é a variação do vetor velocidade no tempo, e como velocidade tem módulo e direção, surgem duas componentes: a tangencial, que muda o módulo (acelerar ou frear), e a centrípeta, que muda a direção e vale $a_{cp} = v^2/R$, sempre apontando para o centro da curva.

Outro caso clássico é o MCU: o módulo da velocidade é constante (aceleração tangencial nula), mas existe aceleração centrípeta constante em módulo, apontando sempre para o centro.

Velocidade e aceleração vetorial para vários movimentos

Retilíneo uniforme: $\vec a=\vec 0$. Retilíneo variado: só $a_t$. Circular uniforme: só $a_{cp}$. Circular variado: as duas, com $a=\sqrt{a_t^{2}+a_{cp}^{2}}$. Conclusão cobrada: aceleração nula exige trajetória reta e velocidade constante.

Aprofundar

Na cinemática vetorial, o essencial é separar a aceleração em duas componentes independentes: uma tangencial, que mede a variação do módulo da velocidade, e uma centrípeta, que mede a variação da direção do vetor velocidade, sempre apontando para o centro da curva e valendo $a_{cp}=v^{2}/R$ em trajetórias curvas. Isso explica por que um corpo pode ter módulo de velocidade constante e ainda assim estar acelerado: no movimento circular uniforme, a aceleração tangencial é nula, mas a centrípeta não, pois a direção do vetor velocidade muda a cada instante. Já no movimento retilíneo, como a direção não varia, a aceleração centrípeta é nula e só pode existir componente tangencial — que será nula no uniforme e não nula no variado.

Vale notar um caso sutil que as provas adoram: mesmo num movimento retilíneo com módulo de velocidade constante, uma inversão de sentido implica variação do vetor velocidade (troca de sinal), gerando aceleração instantânea não nula no instante da reversão.