Máquinas térmicas
Retiram calor $Q_q$ da fonte quente, realizam trabalho $\tau$ e rejeitam $Q_f$ à fonte fria: $\tau=Q_q-Q_f$, com rendimento $\eta=1-\frac{Q_f}{Q_q}$. A 2ª lei impede $\eta=1$: é impossível converter integralmente calor em trabalho num ciclo. Refrigeradores operam no sentido inverso, consumindo trabalho.
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A ideia central por trás das máquinas térmicas é que elas são dispositivos cíclicos que operam entre dois reservatórios a temperaturas distintas e convertem parte da energia térmica em trabalho útil, mas nunca toda ela. O motor de um carro ilustra bem isso: a combustão da gasolina libera calor a alta temperatura (fonte quente); parte dessa energia empurra os pistões e gera movimento; o restante é rejeitado pelo escapamento e pelo radiador para a atmosfera, que funciona como fonte fria. Se você calcular o rendimento típico, ele fica entre 25% e 40%, ou seja, a maior parte da energia do combustível vira calor desperdiçado, não trabalho. Carnot mostrou que o rendimento máximo teórico depende exclusivamente das temperaturas absolutas das fontes: η = 1 − T_f/T_q.
Isso explica por que usinas termelétricas buscam fontes quentes cada vez mais quentes e fontes frias mais frias, mas jamais alcançam 100%.