Características dos ímãs
Todo ímã tem dois polos, norte e sul; polos iguais se repelem. É impossível isolar um polo: partido ao meio, cada pedaço vira um novo ímã completo — inseparabilidade dos polos, diferença essencial em relação às cargas elétricas. Acima da temperatura de Curie, o material perde a imantação.
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Por trás da regra dos polos está a origem microscópica do magnetismo: cada elétron possui um momento magnético de spin e, nos materiais ferromagnéticos (ferro, níquel, cobalto e ligas como o aço), esses momentos se alinham espontaneamente em regiões chamadas domínios magnéticos. Quando um material está desmagnetizado, os domínios apontam em direções aleatórias e seus efeitos se cancelam macroscopicamente, mas, ao aproximarmos um ímã permanente, os domínios tendem a se alinhar com o campo externo — é isso que explica o magnetismo induzido de um clipe de aço que "cola" em um ímã, mesmo sem ser ímã permanente, e que pode virar um ímã fraco enquanto durar essa orientação.
Esse alinhamento, porém, não é eterno: choques mecânicos, aquecimento e campos externos intensos conseguem desorganizar os domínios, fazendo o ímã perder ou inverter sua imantação; um ímã comum aquecido acima da temperatura de Curie (cerca de 770 °C para o ferro) perde completamente o ferromagnetismo, pois a agitação térmica vence a tendência de alinhamento, e, ao resfriar, ele só retomará magnetização na presença de um campo externo ou em um reaquecimento sob campo.