Definições
Dinâmica estuda as causas do movimento. Força é interação, medida em newtons ($1\ \mathrm{N}=1\ \mathrm{kg\cdot m/s^2}$); massa é a medida da inércia, invariável; peso é força, e varia com $g$. A força resultante é a soma vetorial de todas as forças aplicadas.
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Para além das definições, vale internalizar que a Segunda Lei de Newton, $\vec{F}_R = m\vec{a}$, só é aplicável a um corpo de massa constante em relação a um referencial inercial, e que a Primeira Lei não é um caso particular dela, mas a definição de tais referenciais: num referencial não inercial, como um ônibus que freia bruscamente, uma caixa solta no piso parece “ganhar” aceleração sem força real, exigindo a introdução de forças fictícias (a de inércia, $-m\vec{a}_{ref}$) para que a conta feche, tema clássico de elevadores e planos inclinados acelerados. Aprofundando o exemplo do peso: para um corpo em repouso sobre uma balança dentro de um elevador que sobe acelerado, a leitura registra a normal, que vale $N = m(g+a)$, maior que o peso real $mg$ — e não se trata de “a massa aumentar”, pois a massa é invariável, mas de a resultante exigir essa normal.
Já na queda livre, $N=0$: a sensação de imponderabilidade não é ausência de gravidade, mas ausência de força normal. Note ainda que massa e peso têm naturezas distintas: massa é grandeza escalar e propriedade intrínseca do corpo, enquanto peso é força vetorial, sempre vertical e para baixo (na direção do campo gravitacional local), e $g$ varia de cerca de $9{,}78\ \mathrm{m/s^2}$ no equador a $9{,}83\ \mathrm{m/s^2}$ nos polos.